| Por que Recompilar o Kernel Linux? |
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| Escrito por Bruno Guerreiro Diniz | |||||||||||||||||||||||||||||
| Dom, 10 de Maio de 2009 18:54 | |||||||||||||||||||||||||||||
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Apesar de ser um dos pontos fundamentais dos sistemas que utilizam o Kernel Linux, a prática de recompilação do Kernel não é convencional para a grande maioria dos Administradores de Redes, Administradores de Sistemas ou mesmo de Administradores de Segurança. Neste artigo vou tentar mostrar a importância da recompilação do Kernel para a melhora na performance dos Sistemas Operacionais GNU/Linux.
HistóricoO Kernel Linux foi criado pelo Finlandês Linus Torvalds baseado no projeto "Minix" de Andrew S. Tanenbaum, com diferença do tipo de arquitetura utilizada para o Kernel. A arquitetura monolítica utilizada por Linus para seu projeto (Linux) tem uma serie de vantagens e desvantagens em relação ao Kernel do tipo Micro-Kernel, utilizado no Minix. Dentre eles vou citar apenas as que considero principais:
PerformanceNão deixando de lado a segurança, um dos pontos cruciais em sistemas de missão crítica é a performance. A aceleração do processamento dos dados é buscada de muitas formas: clusterização, balanceamento de carga, entre outros. Porém, algumas vezes convêm voltar a pai do Kernel linux (Minix) para buscar uma solução rápida e barata para um incremento na performance do sistema.
O fluxo acima demonstra um processo do usuário solicitando a gravação de uma informação em disco. O sistema simulado em questão não possui qualquer tipo adicional de artifícios como: Criptografia de Disco (Linux Unified Key Setup - LUKS), Logical Volume Manager (LVM) ou Software RAID. Todos estes artifícios utilizam um modulo adicional do Kernel chamado Device Mapper que é responsável por interfacear estes artifícios e o hardware real.
Device MapperA seguir alguns fluxos do mesmo tipo de solicitação utilizada adicionando-se as técnicas de Criptografia de Disco (LUKS), LVM e Software RAID.
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Fluxo de DadosMesmo estando os drivers no espaço do Kernel, suas funções tem que ser realizadas de forma independente. Isso faz com que o sistema tenha que processar individualmente as funções específicas de cada módulo. Dessa forma o sistema pode gerar uma carga excessiva de requisições e enfileiramento de mensagens ao processador. Seguem abaixo dois modelos de fluxos de dados dentre os elementos de hardware do computador utilizando Kernel Linux.
Estes fluxos de dados foram simulados em um sistema sem qualquer tipo de driver auxiliar como LUKS, LVM ou RAID. Imagine agora o fluxo dos dados em um sistema composto da seguinte forma:
E ai, conseguiu imaginar? Voltar ao índice.
ConclusãoA recompilação do Kernel Linux é o ponto de partida para qualquer operador/administrador que necessite um ganho de performance em seu sistema operacional. Essa técnica aliada a componentes externos como clusteres e balanceadores de carga podem ajudar ainda mais nesta árdua tarefa de dar um tunning em seus sistemas. Leia também:
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Micro-Kernel








